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Segurança Pública Brasil

Professora é presa por racismo com aluna de 8 anos: 'Cabelo duro'

Docente ainda teria chamado a criança de 'lixo' e dito que ela usa 'crack'.

08/06/2024 16h03 Atualizada há 5 dias
Por: Thales Menezes Fonte: DIÁRIO DO NORDESTE
Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

Uma professora da rede municipal do Rio de Janeiro foi presa em flagrante, na tarde desta sexta-feira (7), acusada de cometer racismo contra uma aluna de 8 anos. Segundo familiares da criança, a educadora teria dito que a menina é uma “preta” de “cabelo duro” e a chamado de “lixo”.

De acordo com informações do G1, a prisão da docente Cristiani Bispo ocorreu após a mãe da criança, Lorhane Sampaio, descobrir que a filha havia sido chamada de “preta do cabelo duro” pela professora.

A mãe alegou que a atitude era recorrente, que já havia sido denunciada à direção do colégio e acionou a Polícia Militar (PMERJ).

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“Na quarta, ela chamou minha filha de ‘lixo’ e disse que ela usava ‘crack’. Na quinta, eu fui lá, reclamei com a direção e fiz um registro contra ela. Hoje, novamente ela chamou minha filha de ‘preta’, ‘cabelo duro’ e [disse] que ela mora debaixo da ponte. Eu chamei a polícia, e até contra os policiais ela disse ofensas", contou a mãe da criança.

Em frente à instituição de ensino, localizada no bairro Santa Tereza, uma multidão de estudantes se uniu em defesa da aluna, exigindo justiça. A professora chegou a ser atendida pelo Hospital Municipal Souza Aguiar, no Centro da capital fluminense, por problemas de pressão arterial.

Cristiani foi presa em flagrante por injúria racial e o caso foi encaminhado à Justiça.

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PRONUNCIAMENTO DA SECRETARIA DE EDUCAÇÃO

Para o portal de notícias, a Secretaria Municipal de Educação do Rio de Janeiro (SME) informou que a educadora foi afastada de suas funções e que uma sindicância foi instaurada para apurar o caso.

Além disso, também afirmou que os alunos e seus responsáveis foram acolhidos, recebendo o apoio da equipe gestora da escola.

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Por fim, a SME reforçou que qualquer forma de discriminação contra estudantes é inadmissível, rigorosamente combatida e punida. Por isso, ao término da apuração, a professora poderá ser demitida do serviço público.

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