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Internacional Opinião

20 anos de ''Prisioneiro de Azkaban'': Entenda por que o filme é o melhor da saga Harry Potter

Terceiro filme da franquia ganhou uma exibição especial no dia 4 de junho

05/06/2024 12h38 Atualizada há 3 semanas
Por: Gabriel Araújo
Rupert Grint, Daniel Radcliffe e Emma Watson em foto promocional para o filme ''Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban''. Foto: Reprodução/Warner Bros Pictures
Rupert Grint, Daniel Radcliffe e Emma Watson em foto promocional para o filme ''Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban''. Foto: Reprodução/Warner Bros Pictures

E lá se vão 20 anos desde que o terceiro capítulo da história do bruxinho mais famoso da cultura pop fez sua estreia aos cinemas. Para a grande maioria dos fãs de Harry Potter, O Prisioneiro de Azkaban é o melhor filme dentre os oito lançados que falam sobre o icônico personagem britânico. Mas quais motivos que levam a esse consenso de uma parcela considerável da audiência? Vamos investigar (Contém leves spoilers).

Mudança de proposta

Daniel Radcliffe e Alfonso Cuarón durante gravações de ‘’Harry Potter e O Prisioneiro de Azkaban’’. Foto: Reprodução/Warner Bros Pictures

Prisioneiro de Azkaban apresenta uma reestruturação da franquia, o que era necessário, pois a trama precisava estabelecer um tom mais sério, visto o que viria a seguir na saga. Com isso, sai o responsável pelos dois primeiros, Chris Columbus (Pedra Filosofal e Câmara Secreta) e entra Alfonso Cuarón (Roma).

O diretor mexicano que ainda engatinhava no cinema estadunidense, foi convencido a assumir o projeto por conta de seu amigo de longa data, o também diretor Guillermo Del Toro (O Labirinto do Fauno).

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“Ele disse: ‘Espera, espera, espera, você disse que não leu Harry Potter?’ Eu disse, ‘Eu não acho que é para mim,' Em um léxico muito florido, em espanhol, ele disse: ‘Você é um idiota arrogante.'”, revelou Cuarón em entrevista para a revista britânica Total Film.

A mudança já pode ser notada no clássico letreiro que abre todos os filmes da saga, que deixou de ter cores mais vibrantes e se tornou dessaturado, entregando o que veríamos no longa. A proposta estética foi eficaz, tornando-se o padrão seguido para o restante dos filmes, dirigidos por David Yates.

História independente

Rupert Grint, Emma Watson e Daniel Radcliffe em cena do filme ''Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban''. Foto: Reprodução/Warner Bros Pictures

Um grande trunfo que Prisioneiro de Azkaban tem ao seu favor é o fato dele funcionar como uma trama isolada. Claro, se você já tem o histórico dos filmes anteriores, é ainda melhor, mas se é o seu primeiro contato com a franquia, não é completamente difícil de entender o que está acontecendo.

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Diferente dos outros longas em que existe a luta constante dos bruxos em impedir a conclusão dos planos maléficos de Volde- , digo, Você-Sabe-Quem, o terceiro filme está mais preocupado em contar uma história isolada, mas que ao mesmo tempo, responde diversos questionamentos que os dois filmes anteriores deixam. Apesar disso, o longa é consciente o bastante para encerrar sua história dentro de si. Lembra do frame do fim, com Harry (Daniel Radcliffe) voando sorridente com sua nova vassoura Firebolt?

Expansão de universo

David Thewlis e Gary Oldman em cena de ‘’Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban’’. Foto: Reprodução/Warner Bros Pictures

A produção também semeia diversos elementos da saga que são importantes não apenas na narrativa, mas nos futuros longas. Temos a prisão de Azkaban, personagens como Remo Lupin (David Thewlis), Sirius Black (Gary Oldman) e Pedro Pettigrew (Timothy Spall), o conceito do patrono (que aliás, rende uma das melhores cenas do filme), e o meu favorito, o vira-tempo, dispositivo que permite Hermione (Emma Watson) viajar no tempo para motivos escolares, mas que acabam tendo uma utilidade maior na trama.

Sem falar que o filme ao mesmo tempo que também responde perguntas, levanta mais questionamentos. O que o diálogo entre os criadores do Mapa do Maroto revela sobre o passado dos pais de Harry? Por que Snape, até então um sujeito que não parece se importar com ninguém, revela uma breve preocupação com Harry? O que o Ministro da Magia sabe sobre a vindoura ameaça para o mundo bruxo? Perguntas essas, que são respondidas nos filmes seguintes.

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Adaptação eficiente

Capa e contracapa do livro de ‘’Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban’’. Foto: Reprodução/Editora Rocco

 

Quem já leu os livros da saga sabe que tem muita coisa que fica de fora nos filmes, especialmente a partir do quarto longa (que saudades do meu mano Pirraça), mas Prisioneiro de Azkaban consegue transpor o livro quase inteiro de uma maneira que agrada os mais fieis ao material original. Em alguns momentos, acredito até que alguns segmentos acabam funcionando melhor no filme do que no livro.

Fala sério, quem não vibrou quando a Hermione deu aquele soco na cara de Draco Malfoy (Tom Felton)? Esse momento, por exemplo, não existe no livro, e acaba sendo uma boa adaptação do livro, que traz nessa parte uma extensa discussão que não funcionaria cinematograficamente. Sem falar que ao meu ver, aqui, o trio de protagonistas está bem mais à vontade em seus papeis, entregando características marcantes para as versões desses personagens no cinema.

Repercussão

Daniel Radcliffe em cena de ‘’Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban’’. Foto: Reprodução/Warner Bros Pictures

Prisioneiro de Azkaban foi um sucesso de crítica e público, mesmo sendo o filme que menos arrecadou da franquia, acumulando cerca de 804 milhões de dólares mundialmente.

Confira trechos de algumas críticas da época de lançamento:

‘’Fotografia, efeitos especiais, elenco, cenários, tudo beira a perfeição técnica. Nada mais coerente, entretanto, se considerarmos o orçamento da produção: 130 milhões de dólares. Dá pra errar com uma verba dessas, mas é difícil.’’ -Érico Borgo, Omelete

‘’Enfim, Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban acertou em muitos aspectos, sendo considerado por muitos o melhor da série, mas deixou a desejar em vários outros. A decisão de pôr Alfonso Cuarón na cadeira do diretor foi saudável, pois abriu espaço para ideias mais maduras e cenas mais sombrias. De qualquer maneira, sombrios ou não, bem estruturados ou não, amadurecidos ou não, os filmes de Harry Potter continuarão rendendo montanhas de dinheiro - e, atualmente, é isso que conta.’’ -Flávio Augusto, Cineplayers

Passados 20 anos, o fato é que ‘’Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban’’ continua a encantar uma legião de fãs de longa da data e também os apreciadores de primeira viagem da saga. Com uma história envolvente e apresentando um amadurecimento de personagens e narrativa, o filme entrega um divertimento digno dos melhores blockbusters dos anos 2000, além de expandir a franquia para outros lugares. Ah, e não posso deixar de falar que aqui tem meu personagem favorito, Sirius Black, interpretado brilhantemente por Gary Oldman. É um filmaço!

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