Segunda, 15 de Julho de 2024 10:52
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Facções comercializam internet clandestina com equipamentos furtados no Ceará

Só neste ano, foram registrados furtos de 'fontes' do tipo APM (equipamentos de internet) nas cidades de Maracanaú, Pindoretama, Caucaia, Pacujus, Itaipaba, Mulungu e Beberibe.

01/07/2024 09h48 Atualizada há 6 dias
Por: Thales Menezes Fonte: DIÁRIO DO NORDESTE
Foto: Reprodução / Redes Sociais
Foto: Reprodução / Redes Sociais

A oferta de internet clandestina é uma prática que vem tomando espaço no Ceará. O Diário do Nordeste conversou com fonte da Inteligência da Secretaria da Segurança Pública do Ceará (SSPDS) que afirma existir a presença das facções criminosas por trás do crime, incluindo furto de equipamentos de grandes operadoras de telefonia.

A reportagem teve acesso a boletins de ocorrência, nos quais constam que só de uma empresa, em 2024, foram furtados, pelo menos, 19 equipamentos. Cada um deles com valor aproximado de R$ 15 mil. Os casos estão em investigação na Delegacia de Roubos e Furtos (DRF).

Moradores do residencial Cidade Jardim, em Fortaleza, estariam sendo forçados a aderir à internet ilegal, conforme a fonte, de identidade preservada: "é um esquema que vem crescendo na Capital e na Região Metropolitana", disse.

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"Funcionários terceirizados das grandes operadoras estariam furtando equipamentos e repassando para a internet clandestina. Esses equipamentos são do tipo que só podem ser adquiridos por empresas oficiais, com autorização da Anatel".

A reportagem teve ainda acesso a prints de um grupo de Whatsapp, com ofertas de equipamentos possivelmente roubados ou furtados, devido ao baixo valor comercializado e sem nota fiscal.

Por nota, a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) informou "que a Polícia Civil do Estado do Ceará (PCCE) está conduzindo ações investigativas para apurar as circunstâncias de furtos de fontes de transmissores utilizadas em sistemas de telecomunicações. Boletins de Ocorrência (BOs) relatando esses casos foram devidamente registrados"

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"De acordo com o Art. 183 da Lei de Crimes de Telecomunicações (Lei nº 9.472/1997), é considerado crime “desenvolver clandestinamente atividades de telecomunicação”. A pena para os condenados varia de dois a quatro anos de detenção, podendo ser aumentada em até metade se houver dano a terceiros, além de multa de R$ 10.000,00 (dez mil reais)"
SSPDS

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O modus operandi costuma se repetir: "os armários onde ficavam as fontes são acessados pelos criminosos por meio de chave, portanto, sem sinal de arrombamento", consta nos boletins de ocorrência.

No último mês de junho, um suspeito que trabalhava em uma operadora foi preso em flagrante. Marcos Paulo de Oliveira foi detido em Caucaia, no dia 22 de junho, em posse de um equipamento da empresa.

O equipamento havia sido subtraído de uma sede da empresa em Paracuru. O suspeito confessou o crime, dizendo já na delegacia que venderia a fonte por R$ 1.200 e que já tinha furtado outro equipamento na empresa. 

O suspeito não informou a quem venderia o equipamento e disse que "estava passando por dificuldades financeiras". Ele foi solto em audiência de custódia, horas após a prisão e indiciado pela Polícia Civil do Ceará por furto qualificado por abuso de confiança.

Não há indicativos que ele faça parte de organização criminosa. A reportagem não localizou a defesa do indiciado.

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